terça-feira, 5 de julho de 2011

Ao som do revolver em pleno 2 de julho

Ficou muito evidente a situação em que nós maragojipanos estamos vivendo em relação à crescente violência, em um momento de alegria e comemoração da independência da Bahia, vejo cada vez mais Maragojipe presa nas mãos da criminalidade. No dia 2 de julho foram duas tentativas de homicídio no perímetro do Centro de Abastecimento Iguatemi, onde um homem que foi atingido por dois tiros e outro que numa discussão teve o cano de um revolver apontado em direção a sua boca.

Quando se trata de segurança publica os Gestores Municipais tiram sempre os braços das seringas alegando que é dever do Estado. Bom, é certo que na Constituição Brasileira em seu Art. 144 "A Segurança é um Dever do Estado, direito e responsabilidade de todos", quando se fala Estado , a Constituição esta se referindo ao Estado de Direito, ou seja, são as esferas do Governo, União, Estados e Municípios, então é também de responsabilidade dos municípios investirem em segurança publica, no mesmo Art. 144 no parágrafo 8º" os municípios poderão construir Guardas Municipais destinadas á bens, serviços e instalações conforme dispuser a lei".

Criar uma Guarda Municipal é algo de suma responsabilidade, são vidas em prol de outras vidas, o que vejo em Maragojipe é uma falta de vontade política em relação a Guarda Municipal, o Ministério da Justiça disponibiliza recursos financeiros para a Capacitação e Modernização das Guardas, basta regularizá-las e encaminhar os projetos de acordo com as normas do Ministério.

Fico perplexo quando vejo uma postagem do Departamento da Guarda Municipal de Maragojipe, relatando sobre a atuação da Guarda durante os festejos. Ora, como se pode falar nisso, onde Guardas Municipais são impostos a colocarem suas vidas em perigo sem nenhuma proteção, com um numero muito reduzido nas patrulhas e sem condições de trabalho. A verdade acima de tudo, mais é isso mesmo a verdade tem que ser posta a tona,  pois a verdade dói e machuca muita gente que prefere proferir falsas promessas e se esconder por traz das mascaras do que buscar melhorias para os trabalhadores.

Uma vida não tem preço, precisamos de garantias, sustentabilidade e autonomia, para fazer como que a comunidade maragojipana tenha dias melhores, dias de paz.


 

Nelson da Silva Querino

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