domingo, 3 de julho de 2011

 

O óleo das maquinas é o seu sangue

O suor do seu rosto as engrenagens

A força dos seus braços o dinheiro

O capital da burguesia seu chicote

Proletariado é o seu nome

 Burguesia é o seu dono

 Se vendo por misero salário

 Que subsidio sobrou ao pobre?

 O capitalismo não quer saber

 Se tem dinheiro para este sobreviver

 Só vê os lucros dos negócios

 Que se danem os muitos pobres?

 Logo no século da razão

 Não pensaram em outra opção?

 Encaminharam-se ao XIX

 E já estava a Revolução

 A burguesia no poder

 Que a monarquia não quis ver

 Mas a onde se encontra o nobre?

 Pior ficou o pobre!

 As cidades só fez crescer!

 As indústrias são o progresso!

 Que o capital trouxe correndo

 Cadê a mentalidade do novo homem?

 Que já não tem mais direção!

 Criou-se então o relógio

 E cabresto se pôs no homem

 E pela glória do progresso

 O capital é o mais certo

 A burguesia apropriou os bens

 E daí quem não os tem?

 Se o dinheiro não os cobre

 Fica então á própria sorte

 Seja proletário do meu negocio

 Quem sabe um dia se torne sócio?

 O capitalismo dá mobilidade

 Muito melhor que a medieval sociedade

 Ora, o proletário é mais feliz

 Muito mais que o servo quis

 Porque reclamar dessa vida?

 Hoje já não tão sofrida!

 Sou proletário meu senhor

 E meu trabalho se desvalorizou

 Com seus pensamentos protestantes

 Que a vossa burguesia implantou

 Não importa em que parte da história

 Em que época da memória

 O pobre melhorou?

 Este apenas se acostumou

 Com o mundo que mudou!

 Devo prega o socialismo?

 O inimigo do capitalismo!

 Aonde esta a nossa parte?

 Que nos roubam sempre os covardes

 Somos parte da produção

 Somos a força e carvão

 Os pilares da vossa comodidade

 Do luxo que não nos cabe

 Meu senhor olhe a pirâmide

 A desigualdade tão gritante

 Da vida do trabalhador

 Na vida de labor

 O que me resta nisto tudo?

 Trabalhar para vós feito burro?

 Também quero escolaridade

 Bancos de universidade

 Mas os Governos não nos querem assim

 Instruídos para agir

 E estourar um novo motim

 Nos querem mesmo sem noções

 Sem que façamos revoluções

 Sem igualdade pela qual lutamos

 Pela felicidade que então sonhamos

 Somos massa, somos escória

 E a burguesia nos explora

 Então viva, viva o capitalismo

 O mundo belo e corrompido

 Que se destruam as florestas

 Pois o dinheiro é nossa meta

 Que venha a poluição

 O aquecimento global

 Que aos pobres mais afeta

 Pois é pelo muito consumismo que não fazemos

 E pelos carros que não temos

 Pelas chaminés industriais que não são nossas

 Pelas sujeiras das ruas e joças

 Que a burguesia aceita o capital! Não é?

 Se precipita ao próprio mal

 Pois tem medo de se tornar pobre

 A fobia desse grande choque

 Estrutura nossa perfeita sociedade

 Tão cheia de desigualdades

 Tudo bem, eu sou pobre,

 O infortúnio é minha sorte

 Já me preparo para novos caminhos

 Para um mundo sem o capitalismo

 Eu danço a musica da vez

 Sou maleável em mil formas

 E você cara burguesia?

 Em que nova estrutura social se encaminha?

 Não me diga que será pobre?

 Este status a ti não é nobre!

 Afinal, pobre sou eu

 Este rumo já é meu

 Você formara uma nova classe

 Uma nova que lhe baste

 Ou se juntará a mim mais uma vez?

 E falaremos outra vez em francês?

 Estes tempos não são os antigos

Nem o reinado do absolutismo

Embora seja tão absoluta a vossa classe elitista

Que á muitos encaminha a vida

Sonharei, eu mais uma vez

A onde o pobre tenha sua vez

Que o proletariado sobreviva!

 Em culturas orientais

 Não ocidentais, eu diria:

 Gira, gira, roda gira.

 (Jennifer Alves)

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