quinta-feira, 11 de abril de 2013

SEM ACORDO, FUNCIONÁRIOS DA PREFEITURA MANTÉM PARALISAÇÃO



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Após várias tentativas de acordo, sem sucesso, e o governo propor 5,8% de aumento, que significa cerca de 11% a menos de um ano para o outro, os representantes do Sindicato do Servidores Públicos Municipais de Maragojipe, da Associação do Guardas Municipais e Escolares, representantes do Sintepav, dos Agentes de Saúde e Endemias, representantes da Associação dos Professores Municipais e demais servidores, foram às ruas nesta quinta-feira, 11, num ato democrático para reivindicar os direitos que as categorias exigem. Além da questão salarial, que os sindicatos sustentam em 10%, contra 5,8% da Prefeitura, os representantes reclamam ainda, por exemplo, da falta de materiais básicos aos Guardas Municipais e 30 % de periculosidade, além de materiais aos trabalhadores da limpeza, EPI’s necessários para quem desempenha tal função.

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Muitas pessoas estavam com cartazes reivindicando melhores salários e uma nova posição da Prefeitura. Outros usavam nariz de palhaço. Partindo da Praça da Matriz, os trabalhadores seguiram para a porta das Secretarias do Município, convocando mais servidores a aderirem ao movimento.

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Em seguida, os manifestantes foram ao Gabinete da Prefeita, onde, depois de muita insistência, apareceu um cidadão justificando que a prefeita estava em Brasília e que havia ligado para ele autorizando um servidor da Prefeitura negociar com um representante de cada categoria. Para surpresa da multidão, este cidadão que se dirigiu ao microfone é um militar, dizendo estar fazendo a segurança do bem público e pedindo ordem aos manifestantes. De pronto, o sindicalista Gazo rebateu, exigindo respeito sempre da corporação policial e afirmou que o Governador do Estado é totalmente contra policiais estarem a serviço qualquer que seja, senão nas ruas garantindo à população segurança. O vice-presidente do Sintepav, disse ainda que enquanto instituições são assaltadas, pessoas são tomadas de assaltos ou mortas, a Prefeitura ocupa a polícia numa manifestação pacífica e ordeira.

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Depois de muitas horas no interior da Sede da Prefeitura, os representantes saíram e comunicaram aos trabalhadores que não houve acordo. Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 15, às 16h, no Gabinete da Prefeitura. Os manifestantes aguardavam ansiosos, mesmo debaixo de forte calor, um desfecho da situação. Diante do impasse, a paralisação de 72 horas ficou mantida e continua nos próximos dias, aguardando a chegada da prefeita para uma retomada nas negociações. Caso isso não ocorra, as categorias prometem manter a paralisação e até desencadear uma greve por tempo indeterminado.

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