quinta-feira, 11 de julho de 2013

Manifestação do Dia Nacional de Lutas também acontece em Maragogipe

 ZEVALDO SOUSA

Com o tema “Em defesa da Democracia e dos Direitos dos Trabalhadores”, as centrais sindicais Força Sindical, CUT, CTB, UGT e a Nova Central, organizaram em todo o país centenas de atos, mobilizações e greves com o objetivo de exigir o cumprimento da pauta trabalhista ao governo federal. 

Na Bahia, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar o cumprimento da pauta nacional e regional da classe trabalhadora. O Sintepav, juntamente com a Confederação e Federação Nacional dos Trabalhadores da Construção Pesada participou ativamente da luta, realizando manifestações em Salvador e nas cidades de Jequié, Alagoinhas, Caetité, Ilhéus, Itabuna, Camaçari, Nazaré, Salinas e Maragogipe.


Em Maragogipe, a paralisação nesta quinta-feira, dia 11 de julho, no "Dia Nacional de Luta", movimento previsto para ocorrer em todo país, foi organizada pelos Sindicatos e Associações do Município, além da Força Sindical. Vale ressaltar que no Brasil, as Centrais Sindicais é que estão à frente da ação. Participaram ativamente do ato em uma passeata a Associação dos Professores Municipais de Maragogipe (APMM), o Sindicato dos Funcionários da Prefeitura de Maragogipe (SIFUPREMA), Sintepav, Stimnaval e a Colônia de Pescadores Z7 - Maragogipe.


Em todo o país, as manifestações organizadas pelas centrais sindicais e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foram consideradas legítimas pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias. "A pressão é válida, é legítima, a participação do povo na rua é benéfica, porque o país, na medida que exerce a cidadania e faz um teste de que a nossa democracia está se vigorando, estabelece muitos avanços", disse.


Em Maragogipe, Salinas e Nazaré, o ato envolveu mais de 3.500 trabalhadores e teve a coordenação do presidente do Sintepav-Bahia, Bebeto Galvão e o vice-presidente, Irailson Warneaux (Gazo). Durante a manhã os trabalhadores do Consórcio Enseada do Paraguaçu e demais obras da região, bloquearam a BA 001, conhecida como entroncamento de Salinas e realizaram um grande ato. “Esse ato ficará marcado na história de luta de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”, declara Gazo.


Uma das principais reivindicações dos movimentos sindicais, a jornada de trabalho de 40 horas sem redução de salário, também foi analisada pelo ministro. "A negociação é fundamental. O país vive um momento ímpar. É um país que gera emprego, mas isso não é tudo. Ainda precisamos avançar muito". Dias ainda reforçou que a discussão sobre o tema exigirá um debate amplo e um "grande acordo".

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